Pesquisador, que estuda memória, é o único brasileiro a receber o prêmio

O neurocientista Ivan Izquierdo, pesquisador associado da Rede CpE e coordenador do Centro de Memória do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (PUC-RS), foi agraciado com o Prêmio Internacional Unesco-Guiné Equatorial para Pesquisa em Ciências da Vida 2017, oferecido pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) para cientistas ou projetos de destaque que tenham levado à melhoria da qualidade de vida humana.

Izquierdo, o único brasileiro a receber o prêmio, foi agraciado por suas descobertas essenciais para elucidar os mecanismo de memória e suas aplicações clínicas no envelhecimento, distúrbios psicológicos e doenças neurodegenerativas. Ele é responsável pela descoberta de mecanismos moleculares da formação, evocação, manutenção e extinção de memórias e pela separação funcional entre as memórias de curta e de longa duração.

Argentino naturalizado brasileiro em 1981, Izquierdo é o pesquisador latino-americano com mais citações por seus pares e já recebeu mais de 60 premiações, como a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Científico, o Prêmio Conrado Wessel e a comenda da Ordem de Rio Branco.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 4 de dezembro deste ano em Djibloho, na Guiné Equatorial.  Além de Izquierdo, foram premiados Rui Luis Gonçalves dos Reis, da Universidade do Minho, em Portugal, por suas contribuições nas áreas de biomateriais e suas aplicações biomédicas e a Organização de Pesquisa em Agricultura, de Israel,  pelo desenvolvimento de inovações e metodologias de ponta em pesquisa agrícola, com aplicação prática para a construção de programas de segurança alimentar em áreas de deserto e solos árido e semiárido.

Confira uma entrevista de Ivan Izquierdo à revista Neuroeducação sobre a importância da memória no aprendizado

Sobre o Autor

Sofia Moutinho

Jornalista carioca guiada pela curiosidade e fascinada pela ciência. Especializada na cobertura de ciência, saúde, tecnologia e meio ambiente, atuou como repórter da Ciência Hoje durante maior parte de sua carreira. Na Rede CpE, toca a assessoria de imprensa e a produção de conteúdo.

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